EPÍLOGO
Hoje, examinando a vida e a minha, penso que esta história particular permite, pelo menos, colocar em discussão o dilema: para acreditar-se é preciso, sobretudo quando criança, ser acreditado?
Acho, por um lado, que acreditar-se é básico para sobreviver decentemente, ao longo da vida.
Tentei mostrar, por outro lado, com a minha história, que sobreviver, quando desacreditado, é quase uma improbabilidade.
Mas precisar ser acreditado para acreditar-se não seria colocar nosso destino individual na mão dos outros?
Ou um sinal de fragilidade na constituição do ser humano?
Talvez.
Mas às vezes, como aconteceu comigo por acaso, o outro pode ser precisamente o contrário do inferno.
Mas, sendo evento raro, não se deve esperar que isso aconteça, não se trata de uma opção recomendável.
Do jeito que for, acreditar-se é preciso.
Sempre.
Texto na voz do autor:

Comentários
Postar um comentário