MINHA CONTRIBUIÇÃO
Minha particular contribuição, se bem sucedida, será explicitar alguns mecanismos que se fazem presentes quando se deseja, ainda que inconscientemente, alimentar e dar vida a um tipo especial de descrença: a intrafamiliar.
Diga-se, de antemão: escapei, um tanto por acaso como se verá, de espelhar o que, na linguagem da tecnocracia contemporânea poderia ser visto como um case de sucesso (de produção da descrença).
Não acreditaram em mim (talvez tivessem lá suas razões).
Por isso, também não consegui acreditar, e continuei não acreditando por um bom tempo.
E firmemente, como um ateu convicto não acredita em Deus, nem na virgindade da Virgem Maria, nem no Inferno.
Hoje, digamos que consigo acreditar em mim, mas ainda sem muita convicção.
Isso, porém, é assunto para uma conversa mais ou menos comprida e espinhosa.
Caso você tenha sido acreditado desde pequeno, é bem possível que não tenha precisado dar conta dos desafios que eu tive que enfrentar.
Mesmo assim espero que possamos ir trocando ideias sobre este tema, daqui para frente.
Que tal?

A descrença intrafamiliar é muito cruel, pois inicia-se muito cedo, vinda de pessoas que amamos e confiamos. Como não acreditar? ...fica incrustada!
ResponderExcluirDesejo sucesso ao seu blog e que ele traga boas reflexões sobre o tema.
Acho que é tao antiga quanto Abel e Cain e a classica disputa entre os filhos pelo amor dos pais, sem falar na questao do primogenito, das preferencias dos pais por um dos filhos, nas filhas mulheres preteridas pelos filhos homens e assim vai.
ResponderExcluirFamilias sao raramente lugares privilegiados da harmonia e da proteção.
Famílias nunca são paraísos sobre a terra, é verdade
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